quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais amor para 2012


E mais um ano passou voando. E depois desse vem mais um. Mais um ano cheio tragédias, de violência, insegurança e pessoas malvadas, talvez, até pior do que esse que passou, não, talvez não, muito provável. Impressionante foi a quantidade de crueldade que vimos na mídia, principalmente neste segundo semestre. Não que não existia, mas acho que este ano os malvados foram mais expostos pelas pessoas que estão fartas de tanta coisa acontecendo impunemente por aí. E a cada notícia, a cada vídeo, a cada foto publicada ficamos cada vez mais espantados, cada vez mais chocados e cada vez mais indignados.

O que está acontecendo com o mundo? Como as pessoas podem perder a cabeça a esse ponto? Como podem ser tão cruéis?

Infelizmente, é triste pensar que a realidade tende a ser pior, que as pessoas matarão mais, roubarão mais, destruirão mais. Não é o que eu espero de 2012, não é o que eu quero ler nas notícias no ano que vem. Por isso, desejo sanidade em 2012, sanidade e “Mais amor, por favor” (pegando emprestado o lema do artista Ygor Marotta) que as loucuras sejam apenas para o bem, que as pessoas possam ter um tempo para contar até 10 antes de cometer qualquer ato cruel e que as autoridades cumpram seu papel.

Que venha 2012 trazendo boas energias, menos crueldade e mais amor.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Corrente do Meme - Ano III

É legal ver que nossas prioridades mudam demais ano após ano. Que nossos desejos já não são mais tão desejáveis assim, que talvez coisas mais simples deixem nossa vida mais feliz e que a felicidade também relativa. E mesmo com todos os desejos realizados, podemos não estar completamente felizes. 

Não que eu tenha realizado os meus seis desejos, mas a percepção é que mudou. E como a cada ano alcanço mais um deles, este ano que passou, realizei mais dois: fui à Salvador passar o Carnaval novamente (foi tão bom que eu quero ir de novo e com a mesma companhia) e tenho uma cachorra grande! Não tão grande como ela deveria ser, mas recheada de encrencas! 


E para 2012, alguns desejos permanecem os mesmos, porém, com visões diferentes. Acho que estou no caminho certo para realizá-los, pelo menos. São desejos a longo prazo, claro, mas já que são os apenas oito antes de morrer, que alguns perdurem até lá, para que nunca desistamos de sonhar!


1- Ter um amor para a vida toda. (Acho que estou no caminho certo)
2- Colecionar amigos verdadeiros. (Alguns muito antigos, alguns novos, mas todo que valem ouro)
3- Conhecer diferentes lugares no mundo. (Acompanhada, de preferência, da pessoa do item 1) 
4- Andar de balão. (Não sei porque, mas ainda quero)
5- Fazer um mundo melhor. (Tento, tento todos os dias, mas não com tanto afinco como gostaria)

As ordens podem estar mudadas. Talvez, hoje, nesse momento, alguns desejos façam mais sentido do que outros. E que fique bem claro que não são metas para 2012, e sim, para todos os dois mil e tantos que virão por aí. 

E para complementar aqueles que já foram ticados, seguem mais três:

6- Escrever um livro. (Não sei se dou conta)
7- Aprender a cozinhar. (Já sei assar Chester!)
8- Estar mais perto da minha família, sempre. 

Para quem quer entender um pouco melhor da Corrente do Meme, segue o Ano I e o Ano II.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Lamentável Sony

Comprei uma TV Bravia da Sony há uns dois anos, depois que completou um ano, justamente o tempo da garantia, ela resolveu aparecer listras na tela ao invés da imagem. Levei em uma assistência técnica que demorou anos para que tentassem consertar  atelevisão, alegando que a peça não chegava e se justificando que é muito complicado consertar TVs da Sony por esse motivo. 

Enfim, levei em uma segunda assistência que me enviou um orçamento com valor semelhante a uma nova televisão. Desisti e fiquei com a dúvida do que fazer com ela. Queria jogá-la no lugar correto de reciclagem, mas foi em vão... Procurei pela internet, liguei em cooperativas de reciclagem, me disponibilizei a levar em qualquer lugar, mas nada. Resolvi procurar a Sony e como era de se esperar, eis a resposta:


Boa tarde senhora Camila,
A Sony Brasil, empresa que possui responsabilidade com a preservação do meio ambiente, gostaria de parabenizá-la  por preocupar-se com o descarte ecologicamente correto de seu produto.
Todavia informamos que no momento a Sony Brasil não dispõe de nenhum local para coleta de produtos somente para descarte de baterias.


Como tudo no Brasil ainda não foi para frente, nem fiquei muito surpresa com o retorno...




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

De bicicleta

Já percebi que o pessoal que trabalha aqui na Vila Olímpia ou mora nos arredores têm uma mania: andar de bicicleta. Elas estão por toda a parte já logo cedo, nas calçadas, nas ruas, cruzando os carros. Não é fácil a locomoção nessa região nos horários de pico, não é rápido de se chegar ao trabalho, o transporte público é péssimo e as avenidas são entupidas de carros. Mas, os ciclistas que me perdoem, de bicicleta não dá!

Tem o caso dos entregadores das vendinhas da região. Esses estão até perdoados. O trajeto é curto, o único problema é quando invadem a calçada e você leva o maior susto do mundo quando um deles passa como um foguete ao seu lado.

Aí, tem aqueles que acham que as ruas são ciclovias, que são ideais para praticar o seu exercício matinal. Pessoal, tem tempo, vai no parque, vai na ciclovia da Marginal, vai para a praia. Se às 9 da manhã você pode estar pedalando na rua como um hobby, você , com certeza, pode estar na praia. O pior é que usam o uniforme completo do ciclista (claro, acho os equipamentos de segurança necessários), roupa, óculos e até capacete com suporte para câmera. 

Depois, tem aqueles que resolverem fazer um mundo melhor e ir trabalhar de bicicleta para chegar todo suado no trabalho. São esses que, estressados um pouco menos que você, resolvem cortar os carros, invadir as faixas e achar que você deve manter a distância! Coisa mais fácil em um congestionamento! Mas eles continuam ali, persistentes, desafiando, xingando e muitas vezes atrapalhando, como os motoboys. Algumas vezes, até acho que os ciclistas acreditam que eles pedalam tão rápido quanto uma moto por conta da certeza que eles têm de que irão te ultrapassar e entram na sua frente, jogando o corpo, tal como os motoboys! 

Odeio o trânsito, odeio dirigir, adoraria pegar o transporte público para vir trabalhar, caso ele fosse eficaz. Mas vir de bicicleta não dá! Quer fazer um mundo melhor? Faz reciclagem trabalho voluntário, plante uma árvore! Ou não, mas também, depois não culpem e façam passeata para os motoristas respeitarem mais vocês.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E te pergunto, pra quê?

Pensei que estávamos ouvindo mal ou que, no mínimo, aconteceria um dos shows mais incríveis do ano quando o “maitrê” da casa nos informou o valor da mesa em que sentamos no último sábado, dia 12/11, no Café de La Musique São Pedro, no Guarujá. Entramos pagando a entrada normal co...m a tal da consumação mínima, já proibida alguma vez no passado e perguntamos se podíamos sentar em qualquer mesa da casa. Duas garçonetes nos informaram que sim, com exceção das que estivessem com a plaquinha de reservado. Sentamos em uma para quatro pessoas, a casa estava vazia, era cedo e começamos a notar que as pessoas que ocupavam algumas mesas começaram a levantar e ficar em pé. Até o momento, ninguém tinha falado conosco, mas ouvimos o tal do maitrê vestido com camiseta e bermuda “convidando” o casal da mesa de trás a pagar a consumação exigida para permanecer na mesa, do contrário, eles teriam que levantar, isso porque já consumiam uma garrafa de vodca ali há pelo menos meia hora (item bem caro no cardápio e bem acima da consumação mínima da entrada). O “simbólico” valor da mesa nada mais era do que R$ 2 mil, mas tudo bem, se eles não quisessem, poderiam ficar em pé, com o balde de gelo, a bebida, e os copos em uma mesinha alta, por apenas R$ 1.000,00. Ou seja, se não quisessem pagar mais nada do que já haviam consumido teriam que segurar tudo que estivesse em cima da mesa deles. Fora que a garçonete quando questionada sobre o valor, não sabia informar ao certo e acabou “chutando” um valor aproximado para depois confirmar.

Outro casal bem mais velho chegou um pouco depois, sentarem-se e logo foram informados do valor da mesa. Eles estavam ali para tomar um drink e petiscar algo e também tiveram que se retirar, optando por uma mesa escondida na parte interna da casa.

Quando questionado sobre o valor da mesa, eles não tiveram muitos argumentos para discutir. Disseram que as regras da casa eram essas e, se quiséssemos ficaríamos, se não, estava claro que não faziam questão. Ainda perguntei sobre a lotação da casa, pois não havia pessoas suficientes para sentar em todas as mesas. Ele nos informou que já faziam isso com antecedência para que na hora que chegasse alguém disposto a pagar o valor, não houvesse constrangimento e confusão. Primeiro que essa prática deveria ser informada por escrito, ou no cardápio ou em algum lugar afixado na casa. Segundo, provavelmente a prática da casa é mudar o preço conforme a ocasião e o dia, já que não são treinados nem para informar corretamente os valores.

Acredito que toda casa tem o direito de ter suas regras e cada um que vai até lá se dispõe a aceitar. Porém, em nenhum momento fomos informados disso antes de entrar ou antes de sentar e começar a consumir. O certo seria avisarem na entrada e serem educados o suficiente para informar tal cobrança. A educação do tal maitrê foi péssima quando informamos que o valor cobrado não era justo, pior ainda foi a reação dele quando cogitamos então não pagar 10% de serviço, o que é um direito do cliente. Ele informou que nem iria mais nos atender e nos disse que estávamos ofendendo-o de um modo bem grosseiro.

No final, a casa lotou e as mesas ficaram vazias. Os poucos que as ocupavam eram conhecidos ou amigos dos donos ou grupos de mais de 10 pessoas para uma mesa de quatro lugares. O que deveria ser um lugar extremamente agradável para se passar uma tarde no verão acabou destruindo sua imagem cobrando valores excessivos e injustos e permitindo que pessoas fumassem mesmo no local com cobertura. Pagando, tudo era possível ali, inclusive entrar com seu próprio narguile e não respeitar as leis do Estado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Bondade no coração

Já sei que não é mais novidade, principalmente depois do Fantástico ter passada uma matéria (se é que pode ser chamada disso) extremamente fraca sobre o assunto. Mas enfim, não é sobre o Emmanuel que gostaria de comentar, apesar de sua força de vontade e talento merecerem tanto quanto.

É sobre sua mãe. Sobre sua coragem, garra e generosidade. Fiquei admirada, até mais, senti até inveja da bondade em seu coração. Sou uma pessoa boa, reciclo, cuido da natureza, trato bem as pessoas, os animais e o patrimônio público. Não cometo crimes, não infrijo a lei (algumas talvez...), não minto. Mas mesmo assim, não tenho nem um terço da bondade dessa mãe. E não é apenas porque ela adotou irmãos órfãos no Iraque, isso a Angelina Jolie também faz.

É porque ela trocou a sua vida para viver por esses meninos. Com certeza, ela não é tão rica quanto os que saem na mídia fazendo caridade. Ela deve ter batalhado, e muito, para criá-los e lhes proporcionar uma nova vida e uma esperança no futuro. Não digo que ela sofreu, porque acredito que pessoas assim emanam tanta bondade que as protegem do sofrimento. Elas sabem lidar com ele e o superam rapidamente.

Meu desejo era que existissem mais pessoas assim no mundo e que eu pudesse pensar com pelo menos metade dessa bondade. Está aí, Fantástico, você também poderia ter feito bem melhor...


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ser bonzinho é dureza

E mais uma vez o mal vence o bem. Sempre aprendemos quando criança que o bem é superior ao mal, que o mocinho sempre vence o bandido e que todos os vilões se dão mal. Mas conforme vamos crescendo, percebemos que na realidade não é bem assim. E mais uma vez, uma pesquisa dos Estados Unidos nos mostra que quem é bonzinho só se ferra...

Ser bonzinho no trabalho é um mau negócio, diz pesquisa

Estudo mostra que pessoas legais ganham menos do que as apontadas como desagradáveis; diferença chega a R$ 15 mil por ano

Ser uma pessoa legal no trabalho não é um bom negócio quando de trata de ganhar salários mais altos ou conquistar uma vaga de emprego. Pesquisa divulgada esta semana nos Estados Unidos mostra que as pessoas que se classificam como muito agradáveis tendem a ganhar menos do que as que se consideram rudes. A diferença pode chegar a US$ 9,8 mil (R$ 15,6 mil) por ano entre os homens e a US$ 1,8 mil (R$ 2,8 mil) no caso das mulheres.

O estudo “Do nice guys - and gals - really finish last?” (Os caras bonzinhos realmente terminam por último?), elaborado pelos pesquisadores Beth Livingston, Timothy Judge e Charlice Hurst, reuniu dados coletados ao longo de 20 anos em três diferentes pesquisas, o que levou a um universo de 10 mil pessoas de diferentes profissões, salários e idades.

Os pesquisadores também conduziram um estudo paralelo com 460 estudantes de graduação em negócios, que deveriam agir como gerentes de recursos humanos de uma companhia fictícia e apresentar descrições resumidas de candidatos para uma vaga de trabalho. Essa pesquisa concluiu que homens descritos como extremamente agradáveis tinham menos chances de conquistar a vaga.

Os pesquisadores avaliam que os homens legais no ambiente de trabalho são penalizados por não corresponderem às expectativas de que profissionais do sexo masculino precisam ser agressivos, combativos e até mesmo rudes. Já as mulheres não sofrem tanto, uma vez que o esperado é que sejam mais colaborativas que os homens.




terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cat Cafés


Só podiam ser eles. Os japoneses adoram inventar lugares e atividades um tanto quanto "bizarras". E claro, a moda pega. A maior novidade são os "cat cafés", onde o maior atrativo é de fato passar um tempo com os gatos. A estimativa é de quase 40 espalhados por Tóquio.

"Para escapar do estresse da vida urbana, os clientes do 'cat café' Neko Jalala em Tóquio podem relaxar em sofás macios enquanto tomam um chá e alisam o pelo de um dos oito gatos da equipe do café", diz um dos anúncios. E tem mais! Eles cobram por isso, por hora, para alisar, fazer carinho ou deixar apenas o gato dormir na sua barriga. Para uma hora, são cobrados o equivalente a R$ 20,00 e em alguns deles o cliente pode usufruir toda a infra-estrutura do local, desde internet wireless a salgadinhos e bebidas de máquinas.


A desculpa e o principal motivo da origem dos "cat cafés" é a falta de tempo das pessoas em ter um bichinho de estimação. O mundo atualmente torna a rotina muito sacrificante, além de fazer com que as pessoas passem mais tempo sozinhas. Por isso, nada melhor do que relaxar com uma companhia, nem que ela seja felina... Cada um com suas preferências...





sexta-feira, 29 de julho de 2011

Amor facinho, facinho....

Minhas amigas comentaram sobre esse texto em um dos nossos raros encontros. Eu bati o olho nele, mas não parei para ler. Depois de nossa identificação com o assunto, resolvi lê-lo por completo. É uma ótima coluna, muito bem escrita e acredito que totalmente identificável com a maioria das pessoas. Uma vez na vida, você já passou por isso, se não você, o seu amigo, seu primo, seu vizinho.

Ela fala sobre o amor, de como o amor deve ser fácil e simples, ou seja, gostamos e nos apaixonamos pelas pessoas simplesmente por elas serem aquelas pessoas, e vice-versa. Não precisamos fingir ser alguém que não somos ou batalhar por um amor que você sente difícil de alcançar. O amor é verdadeiro quando você pode dizer a hora que quiser sim e quando bem entender não. Quando pode falar o que pensa sem ter medo da reação do outro, porque ele vai entender, ou pelo menos, vai discordar da melhor forma possível para todos entrarem em um acordo.

Não é fácil viver a vida pisando em ovos e pensando em cada palavra a ser dita. Não é fácil insistir tanto e seu esforço não ser valorizado. Não é fácil lutar por alguém que não faz questão de te amar como você é.

Ok, um pouco de esforço é válido e ceder um pouquinho dali e um pouquinho daqui é necessário para a harmonia do relacionamento. Discussões também podem enriquecer o processo, mas nada que dure mais do que alguns minutos.

Outro ponto ótimo do texto é que depois de insistir tanto e conseguir, aquilo já estará "envenenado", porque "ressentimentos não se dissipam". Você sempre vai jogar na cara do outro que tentou mais, ou que insitiu para dar certo. E depois, o esforço tremendo acaba perdendo a graça...

Legal é ganhar o amor do outro não lutando por um espaço no seu coração, e sim, conquistando esse espaço apenas vivendo o dia-a-dia e sendo quem você é. Não existe fórmula ou mandiga para conquistar alguém. Se é uma batalha todo dia, é melhor não ir em frente, porque o resto da vida será um campo de guerra. Com certeza, tem alguém que gostará do jeito que você é, das suas manias, dos seus horários, dos seus costumes e dos seus defeitos. E só assim, conhecemos o tal do amor facinho, porém verdadeiro.

Para ler na íntegra: clique aqui. Para mais e boas colunas do autor, aqui.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

1833, a época dos justos

Melhor do que a sentença dada e publicada no jornal para um acusado de estupro são as palavras usadas no texto. Vale a pena se divertir com o vocabulário da época e perceber quanto nossa linguagem já está banalizada nos dias de hoje.


terça-feira, 19 de julho de 2011

Cadê o meu futuro?

Recebi hoje esse texto do meu pai por e-mail. Comecei a lê-lo e não parei mais. Como concordo com cada palavra escrita aqui, resolvi replicá-lo. Aqui já está tudo escrito, não é preciso dizer mais nada...

Meu filho, você não merece nada
Eliane Brum
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Fonte: Revista Época

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ele será Jaspion?

Às vezes, fico pensando o que existe na cabeça das pessoas... Na maioria delas, eu não consigo chegar a conclusão nenhuma. Quando eu escuto então o nome de um novo bebê que veio ao mundo, eu definitivamente penso como os pais podem ser tão egoístas! Será que eles não imaginam que a criança será a mais zuada da classe? Ou quando ele ou ela for arrumar um namorado? Terá que dizer um apelido e só bem mais tarde contar o nome verdadeiro!

É o vai acontecer com o Jaspion. Ele ainda não nasceu, tem meses de vida na barriga, na verdade, e o pai fez uma página no Facebook em prol do nome que ele quer tanto dar ao filho, mas sua esposa (com o mínimo bom senso) o está impedindo. Então, a aposta foi a seguinte: se a página alcançar um milhão de "Curtir", o bebê terá o nome do herói japonês.

São atualmente 291.873 pessoas que contribuem com o louco do pai e mais 4 meses pela frente para que ele atinja o pretendido. Agora, o melhor é a página que a esposa criou em réplica ao marido, porém por ser pouco divulgada está perdendo de lavada nos "Curtir".

Verdade ou não, entretenimento à parte. Divirtam-se com as besteiras do Facebook.

A dele:

Pra falar a verdade NÃO é uma piada! Eu realmente quero que o nome do meu filho seja JASPION. Minha esposa é que não gostou muito do nome. Eu falei que faria uma votação entre os amigos aqui do FaceBook, e ela respondeu: ''NEM COM 1 MILHAO DE VOTOS'' fica JASPION. Entao eu lancei o desafio, E SE EU CONSEGUIR 1 MILHAO DE VOTOS nosso filho se chama JASPION ?
Minha esposa acha que é impossível de obter 1 milhão e CONCORDOU com este desafio. :-D hehehehe Quem sera que vai ganhar ?? JASPION ou ESPOSA ?? Me ajudem PESSOAAAAL !!!

A dela:

Meu Marido está realmente achando que vai colocar o nome do nosso filho de JASPION! Até criou uma Fanpage para tentar me convencer "1 Milhão ''CURTIR'' e minha mulher aceita o nome do bebe de JASPION.", mas óbvio que NÃO vou ceder! E agora só quero provar para ele o quão IMBECIL é essa idéia dele! Afinal de contas, se Jaspion é um nome tão legal assim, POR NÃO TROCA O NOME DELE MESMO sem meter nosso filho no meio dessa babaquice toda?! Então, vamos lá galera, acabar com essa palhaçada de uma vez!
CURTAM ESSA PÁGINA e vamos deixar de lado essa idéia imbecil do meu Marido!
Obrigado!





quarta-feira, 13 de julho de 2011

Para mudar um pouquinho

Em agosto, meu blog fará três anos. Pois é, tudo isso já... E me dei conta de que seu layout nunca foi mudado, por isso resolvi fazer uma mudança não tão radical, alguns pontos básicos continuam os mesmos para melhor identificação daqueles que por aqui navegam.

Essa mudança também tem o caráter de renovação. Sim, renovação é a palavra procurada por mim no momento. E assim fiz o mesmo com o meu blog, para que traga novas inspirações, novos assuntos, novas opiniões e novas maneiras de ver a vida.

Que venham mais três, mais seis, mais nove... e que nem sempre a cada três, mas sim com maior frequência, boas mudanças cruzem os nossos caminhos.

Aqui vai um videozinho para fazer jus ao nome do blog, já que normalmente não faço isso por aqui!




terça-feira, 12 de julho de 2011

Já pode descer?

Deu quase um mês, e se dependesse de mim dariam dois. Mais de um mês que não escrevo nada no meu blog. Dá até vergonha de falar que não tenho visto nenhum assunto pertinente e válido de ser abordado. A cada dia que se passa, as notícias rolam como todos os dias. Violência, trânsito, corrupção, desmatamento, pessoas querendo salvar o mundo e iniciativas interessantes, mas que me parecem em vão.

Neste contexto desanimador, o único pensamento é: posso descer do mundo agora?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Eu sou Pró

Existem alguns temas que nunca paramos para pensar se somos contra ou a favor, como a pena de morte, legalização da maconha, eutanásia e outros. Ontem, fui ver A Liga, programa da Band apresentado pelo Rafinha Bastos, peguei na metade e eles falavam sobre liberdades individuais, até que ponto as pessoas podem decidir sobre a sua própria vida. Entre elas, estavam o casamento gay, a legalização da maconha e do aborto, assuntos polêmicos que acabam gerando discussões infinitas sobre os temas e cada um acaba ficando quieto com a sua própria opinião.


Interessante foi a maneira deles de abordar tais temas, os entrevistados e a diversidade deles, o que me fez parar para pensar principalmente no aborto. Um dia, eu já fui contra, achava que as pessoas poderiam usá-lo como método contraceptivo e não como uma opção consciente de não colocar um filho no mundo. Mas ontem, depois de ouvir várias opiniões, ver os casos apresentados (nada imparciais) e fazer conexões com fatos do meu meio, sei com 100% de certeza de que sou a favor da legalização do aborto.

Mesmo que a pessoa o use devido a uma gravidez indesejada por descuido, acho válido. Que tipo de educação ou qualidade de vida uma costureira de 45 anos, com dois filhos, grávida de um homem separado com mais outros dois filhos, pode dar para uma criança neste mundo cercado de violência e miséria? Vai viver de bolsa-família, auxílio-gás e auxílio-creche?

Ah, mas a criança iria viver em um lar de "muito amor e carinho". Iria mesmo? De que jeito? Se com certeza a mãe terá que trabalhar pelo menos 8 horas por dia para dar o comer para ela e os outros filhos? Fora o tempo que ela passa no transporte público todos os dias. Sendo assim, ela não passa mais do que 3 horas por dia com os filhos. Ele vive por aí, um período na escola pública, outro na rua, crescendo marginalizado e influenciado pelo meio em que vive.

O maior problema que vejo nisso é: será que essas mães teriam consciência e frieza suficientes para saberem o que é melhor para o futuro dessa criança? Acho que não. Mas se tiver, ótimo. Cada um deveria ter o direito de saber se tem condições de criar um filho para a vida.

O mesmo funcionaria para adolescentes grávidas. Concordo que políticas deveriam ser adotadas para conscientizar ainda mais (se é que é possível) as meninas/mulheres, porém que condições uma adolescente de 14 anos tem de criar um filho, se nem ela mesma sabe quem é direito?

Muitas pessoas contra o aborto manifestavam opiniões dizendo que se Deus quis que essa pessoa tivesse um filho doente, seria o destino dela já traçado. Então quer dizer que o Deus da Inglaterra dá a opção de você escolher por ter o filho ou não e o no Brasil é "aguenta que o filho é teu"?

Segundo estatísticas do programa, 250 mulheres morrem por ano vítimas de abortos clandestinos, aquelas que assumem que o fizeram. A escolha é de cada um, se a mulher for pobre, não tiver condições de criar a criança e mesmo assim ela quiser ter o filho, ok, ela o terá, mas se ela optar por não, terá disponível meios legais para que a vontade dela prevaleça.

Que nossa liberdade indiviudal seja dona de nosso destino e não nosso "destino" decidindo o que é melhor para nós.



quinta-feira, 19 de maio de 2011

Há 3 anos atrás

Hoje, poderia me decretar em depressão... Acabei de descobrir que meu blog tem quase três anos. Fiquei curiosa em saber quando ele foi criado e fui lá fuçar no meu primeiro post. Acho que meu senso crítico está mais aguçado, dou mais me opinião e melhorei em partes meu texto. Porém, um ponto crucial me deixou de queixo caído.

Meu intuito de criar um blog foi estar em crise profissional e não saber se continuaria no jornalismo ou não. Depois de 3 anos, ainda me deparo com tal indecisão. Claro que já vivi períodos em que decidi banir o jornalismo da minha vida e achei que estivesse certa disso, mas diante dos altos e baixos do mercado e da instabilidade na indústria de confecção.

Volto hoje a cogitar a vida de jornalista, porém, estou mais velha, mais exigente, não quero trabalhar de feriados, quero ter minha vida pessoal, quero em um futuro próximo construir uma família, então, penso mais uma vez, será que a minha profissão por formação é o que realmente eu quero para mim?

Só sei que está um pouco tarde para ficar estagnada nesta dúvida eterna...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

F.O.M.O.

Antes não tinha Facebook, antes ninguém sabia o que eram redes sociais, antes ninguém se falava online, antes não havia Blackberry nem iPhone, antes não havia blog, antes não havia netbook, antes não tinha MSN, antes ninguém sofria da síndrome do "Fear Of Missing Out", que já ganhou até uma sigla nos Estados Unidos, FOMO.

A síndrome seria uma carência gerada pela exclusão que as redes sociais causam em seus usuários, apesar de todos poderem estar conectados com todos 24 horas por dia. É mais ou menos assim: vai ter aquela super festa, mas você descobriu que não foi convidado quando a Fê confirmou presença no tal evento e apareceu lá no seu feed de noticias. Ou quando você resolveu xeretar nas fotos do seu ex-rolo e viu que ele fez aquela viagem com a turma toda e ainda por cima saiu abraçado com a sua suposta amiga em pelo menos 4 das 10 fotos postadas.

É aí que vem a FOMO, nada mais, nada menos do que aquela sensação de "perdi". Mas agora vamos ser realistas. Quantos daqueles 300 amigos que aparecem ali ao lado são REALMENTE seus amigos? Ou quantos daqueles você mantém uma relação, de qualquer tipo? Quantos você tem pensando "Ah, vai que um dia..."? Ou quantos são importantes para o seu networking? Todas essas categorias abrangem o perfil das pessoas que você autoriza em suas redes sociais.

E se por um momento você pensou que o Facebook fosse indispensável para sua vida é porque nunca teve um. Ele é justamente o contrário do que se define por essa síndrome. A intenção é unir as pessoas (mesmo que virtualmente), reencontrar velhos amigos e até se surpreender como o mundo é pequeno quando o amigo do fulano é seu amigo também. A própria palavra rede já descreve tudo, ela interliga as pessoas através de seus interesses, das atividades em comum e de tudo que é publicado por ali.

Talvez as pessoas hoje em dia tenham menos o que fazer e mais tempo a perder com as mídias sociais, daí o surgimento de tais fenômenos tão banais quanto aqueles que possam se identificar com os próprios.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gente diferenciada

Primeiro eu ia escrever, depois, não ia mais, mas diante de tanto assunto, me decidi por este post. O churrascão realmente deu o que falar e está entre os assuntos mais comentados no Facebook e Twitter, segundo o Estadão. E também, segundo o mesmo jornal, ele teria sido cancelado devido a grande adesão da massa. Sim, realmente, no Facebook estão confirmadas mais de 50 mil pessoas para o tal evento. Claro que isso tudo dá pra lotar o Pacaembu e quem tem o mínimo de senso comum, sabe que só um terço irá aparecer.

Mas fica a pergunta, se vai tanta gente, por que foi cancelado? Ainda segundo o site do jornal, é porque a intenção não era fazer baderna, complicar o trânsito e nem ter possíveis atitudes violentas com o protesto. Concordo neste ponto, mas voto para que o evento aconteça, já que a causa é justa e é um absurdo o governo acatar um abaixo-assinado de 3500 pessoas que não precisam do metrô para se locomoverem.

Diante da pressão da população (e de muitos jornalistas e blogueiros) o governo parece que voltou atrás e disse que a estação será sim construída, talvez não na mesma esquina, mas a um raio de 300 metros da Avenida Angélica. Depois de ler algumas matérias sobre o assunto e algumas opinões pela internet, acredito que a estação é fundamental, já que a Avenida Angélica está bem no centro do bairro.

Além de ter sido completamente infeliz em sua colocação, Pedro Ivanow, o responsável pela associação do bairro colocou que a estação deveria ser mais perto da FAAP, já que uma das principais intenções do nova linha seria facilitar o acesso aos estudantes. Francamente, que estudante da FAAP vai de transporte coletivo para a aula? Talvez apenas os do colegial que não tão privilegiados e não possuem um motorista antes de fazer 18 e ganhar o carro do ano.


O organizador do Churrascão garante que ainda haverá algum tipo de movimentação por lá amanhã, porém, de uma maneira diferente. Depois de um balde de água fria, só nos resta guardar a farofa pra comer em casa mesmo...


quarta-feira, 20 de abril de 2011

De tudo um pouco

Estou há uma semana, ou mais, procurando algo interessante para escrever aqui. Mas não achei nenhum assunto do qual eu conseguisse desenrolar um texto criativo e interessante. Aí, fiquei pensando, seria a falta de assuntos? Ou o meu desinteresse para com o mundo? Hoje, cheguei a conclusão de que não.

Acredito que há uma overdose de assuntos, opiniões, blogs, notícias e acontecimentos. E no meio dessa confusão toda, às vezes não conseguimos focar, não conseguimos nos concentrar e até mesmo deixamos de absorver o que realmente nos interessa, porque o assunto ou fato se perde na multidão.

Com isso, o que é produzido para nós, digamos de interesse individual, acaba se dispersando e não atingindo o seu real objetivo, a oferta é demais e mesmo que a demanda seja também, o volume da oferta se sobrepõe. E, a não ser que seu objetivo seja realmente específico ao fazer uma pesquisa ou a navegar por todos os sites e blogs por aí, o foco se perde, juntamente com a nossa capacidade de estar antenado e bem-informado, deixando apenas a superficialidade fluir.

Não, eu não quero saber um pouco de tudo, mas quero saber mais de tudo e torçopara que o meu foco entre em ação o mais rápido possível.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Utilidade pública para os foliões

Meu blog andava meio parado. Nenhum assunto estava me interessando muito. Aí, uma querida amiga publicou em seu Twitter um novo serviço de utilidade pública. Um blog responsável por encontrar pessoas desaparecidas em bloquinhos de Carnaval. Um minuto que vou explicar melhor. Não é que a pessoa tenha desaparecido de fato, mas basta ela ter desaparecido da sua vida depois de lhe deixar encantada(o) com aquele olhar, aquele sorriso ou aquele beijo. Então, o que as pessoas fazem? Elas deixam seu recado e ele é publicado no blog com todas as informações que você se lembra ou que conseguiu coletar durante o rápido encontro no bloco.

Vale qualquer coisa, como:
"Era um coqueiro lindo com olhos verdes! Se perdeu na Farme de Amoedo, na frente do Bar Joaquim. Será que virou purpurina? Não sei o nome, mas tinha lábios lindos! Também tinha barba, bem feita!
Foi segunda, em Ipanema, ele tava indo pra um bloco, eu tava saindo do Pimenta.
Coqueiro, cadê você?"

Ou até aquelas que estão até agora morrendo de ódio por não ter se entregado:
"Bloco Brejeiros - sexta-feira - 04.03.11.
Procura-se: “Pirata de Macaé”.
Descrição: MINEIRO, alto, bonito e sensual.
Fiz cu doce, mas me arrependi…

Pirata, cadê você?"

E por aí vai... Até foto vale, como a Colombina que procura o Smurf Australiano. Ele está lá, com a cara estampada no blog, mais fácil, pelo menos.

A criadora do blog (creio eu ser uma criadora) procura desesperadamente o o moço com a tiara de oncinha do bloco Sargento Pimenta. A busca foi tão desesperadora que ela apelou pelo melhor meio: a internet.

E foi ouvindo a história da minha irmã e sua vontade de achar o engenheiro da PWC que estava no bloquinho de Santa Rita do Sapucaí (ou sei lá eu o nome da cidade) que resolvi divulgar esse novo meio de promover o network entre estranhos.

O blog é o http://oncinhacadevoce.tumblr.com
E vale você dar uma passadinha por lá... Vai que alguém está te procurando também! ;)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Moral

E debaixo do guarda-sol o pai com a filhinha acendia um cigarro.
- Pai, por que você vai fumar?
- ....
- Pai, sabia que se você fumar muito, vai ficar doente...
- ....
-Pai, como é que faz a letra L?

E o pai sem pronunciar nenhuma palavra mais uma vez, desenha na areia a letra L para a filha que mal sabia escrever, mas que já tinha mais consciência para certas atitudes do que o próprio pai.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sorria!

Não sei se todos já conhecem, mas há um tempo é vendida nas Droga Raias a Revista Sorria. É uma revista bem interessante, baratinha e sua renda revertida para o Graacc. A Revista Sorria também tem um blog sempre com posts positivos, cheios de boas vibrações e alguns, no mínimo, curiosos, como esse abaixo.

"O anel que tu me deste...

Quem não tem uma história triste envolvendo um amor que não deu certo? O Museum of Broken Relationships (museu das relações rompidas, na tradução) tem a função de juntar e expor memórias desse tipo. A ideia surgiu quando o casal de artistas croatas Olinka Vistica e Drazen Grubisic acabou um relacionamento de 4 anos e não sabia o que fazer com os objetos que sobraram do namoro. A solução foi transformar a coleção em arte.


Com a contribuição de amigos e até mesmo de desconhecidos, o acervo foi crescendo. São bichinhos de pelúcia, CDs e até peças mais improváveis, como um machado e um anão de jardim. Cada item tem sua história, contada de forma a superar o trauma da separação. No site, em inglês, é possível conferir algumas dessas relíquias e até mesmo contribuir com a exposição virtual, mandando e-mails, fotografias e mensagens de celular que lembrem seus antigos relacionamentos.

Inspirados por essa ideia, nós da Sorria decidimos também criar uma coleção de memórias. Mas como ninguém gosta de dizer adeus, vamos fazer diferente. Queremos reunir registros de objetos que simbolizam relacionamentos amorosos que seguem de vento em popa. Já pensamos até um nome divertido: "MusEu Te Amo".

Para isso, contamos com sua ajuda. Qual é o objeto que melhor simboliza seu namoro ou casamento? Mande uma foto dele para a gente, contando porque é importante. Não esqueça de dizer seu nome completo, idade e cidade onde mora. Nosso e-mail é contato@revistasorria.com.br. Esperamos sua mensagem!"


Adorei a ideia da Sorria, porém achei um pouco deprimente o tal museu britânico. Ninguém quer ficar se lembrando do que passou, já como dizia a música: "o que passou, passou...". Está lá no passado, pra ninguém mais mexer. Mas vale a pena conferir o site do Museu, rende algumas risadas...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A Escola Verde

Copiei sim e dou os créditos. É esse tipo de coisa que devemos compartilhar, para quem sabe mudarmos de pouquinho em pouquinho a mentalidade do mundo.

Esse foi um post do blog Meu Pé de Abobrinha, aonde você acha que vai só encontrar besteiras, mas não, há publicações muito interessantes como esta.

Bem-vindos à Escola Verde em Bali, na Indonésia. Ela proporciona a seus alunos uma incrível educação sobre o ambiente em que vivemos. Durante a construção, apenas o capim-elefante de bambu e barro foram usados. Cimento foi utilizado apenas em alguns lugares na fundação.

O edifício central é mais importante, é o “coração da escola”. É talvez o maior edifício do mundo construído inteiramente de bambu. Suas dimensões são 18 metros de altura e 64 metros de comprimento. A área geral da escola inclui uma variedade de estruturas: edifícios de apartamentos, salas de aula, prédio de escritórios e cafés. A escola utiliza electricidade a partir de fontes ambientalmente amigáveis de energia: geradores de turbinas hidráulicas e painéis solares instalados. Parece que, considerando o modo como estamos poluindo a terra, todos devem participar.

Para mais fotos acesse: http://meupedeabobrinha.wordpress.com/2010/12/07/escola-ambiental/#more-10999

Vale a pena.