segunda-feira, 1 de março de 2010

Experiência antropológica

Uma balada gay que não tinha bem só gay; um DJ traveco que não era bem traveco; umas músicas boas, outras para dar risada; um monte de gente soltando a franga que me deram pesadelos tarde da noite. Essa foi minha primeira experiência em uma balada gay. Gays se beijando? Só vi dois. Folgados dançando achando que são a Rihanna? Vários! Coreografias assombrosas? Até mais do que gostaria de ter visto. Tudo começou com a Drag lá na porta, só mulheres na fila, incluindo aquelas que originalmente nasceram homens.

Já na pista, parecia que rolava uma competição para ver qual gay dançava mais parecido com a Beyoncé, mas depois que a Katy tomou conta da trilha sonora, não sobrava um que deixava de fazer a coreografia criada por não sei quem, porém imitada por muitos. E mesmo o "camarote" estando vazio, as aberrações já eram muitas. Eu só imaginava o que leva uma pessoa a se expor de tal maneira, será que ela realmente acha que está arrasando fazendo biquinho e levando a mão à boca quando a música toca "com o seu batom vermelho"? Tudo bem que eu também não resisti ao YMCA, mas era mais divertido observar aquela, que um dia foi aquele, com uma peruca loura jogando os cabelos de um lado para o outro como a dançarina do Tchan.

E o motivo principal da minha ida até o local, a famosa Katy, acabou virando coadjuvante, mas ainda bem que ela estava lá para tocar "Manequim", "Sandra Rosa Madalena" e a famosa versão de Stefani com seu Cross Fox. "Me amarrota, que eu estou passada!!!".

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