domingo, 12 de julho de 2009

Dinheiro no chapéu


Aqui vale tudo para conseguir uma graninha. Tem aqueles que passam o dia todo vestido de Bob Esponja debaixo dos 40 graus da Times Square, tem os dançarinos de rua e tem aqueles que cantam de vagão em vagão no metrô. Essa última categoria vale uma observação. O metrô daqui é repleto destas curiosas personalidades. Seja na estação, seja na plataforma, ou seja ao seu lado no vagão. Ontem, eu conheci o Troy, Troy Troy, para ser mais exata (pelo menos é assim que ele se apresenta). O Troy tem seu violão e escolheu a conexão entre a Grand Central e a Times Square para cantar no vagão, sentadinho ao seu lado. Só que o Troy tem um grande problema: ele não sabe cantar nem tocar violão, mas mesmo assim o faz. Ontem, o Troy não me pegou em um bom dia e minha cabeça, que começou a latejar logo na primeira nota desafinada, pediu pelo Amor de Deus para sair dali.


Mas temos também o oposto. Temos pessoas incrivelmente talentosas no metrô. Há diversos cantores de ópera, velhinhos com violino e pessoas que usam instrumentos nada tradicionais para fazer sons extraordinários (como você pode ver no vídeo). O mais interessante é parar para ver até que ponto as pessoas se submetem para sobreviver. O Naked Cowboy ainda deve ganhar uma graninha das meninas que ele pega no colo para tirar foto ou que ganham um apertão na bunda para uma lembrança mais ousada. Eu fico imaginando quem é que quer tirar fotos com a Naked Cowgirl, que é loira e fica desfilando de bíquini com um violão na mão. O único problema: ela já deve ter mais de uns 80 anos....

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