segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Os cosplayers dos animes


Até ontem à noite, estava em dúvida qual seria o tema do meu post de hoje. É, às vezes, eu penso no que escrever no final de semana. Foi quando começou o quadro Central da Periferia, no Fantástico, com a Regina Casé. O tema do momento era qual a periferia é mais conectada à tecnologia. Ontem, ela estava em Fortaleza e mostrava como os jovens de lá são viciados em jogos em rede e adoram gastar suas horas livres nas lan houses. Até aí, tudo bem, se fosse só isso. Assim que ela entrou na lan house, todos estavam fantasiados, parecia uma festa, mas não tinha nenhuma fantasia conhecida, ou aquelas mais comuns de bruxa, fadinha, cigana ou pirata, eles vestiam as roupas de seus heróis dos games japoneses, ou animes.


Cada um tinha a fantasia idêntica ao personagem e além de tudo, interpretavam-no. Descobri que esses são os "cosplayers" (tive que dar uma busca no google), pessoas que não se contentam apenas em jogar, mas querem incorporar seu personagem. A "moda" veio do Japão, claro, que está se tornando cada vez mais um ponto de referência cultural para os jovens de todo o mundo. os cearenses da matéria possuíam mais de uma fantasia e uma das meninas fazia dinheiro com isso, ela costurava e vendia as fantasias.


Ao final da matéria, Regina Casé fez uma interação entre uma cosplayer de São Paulo e a de Fortaleza. A menina de São Paulo, com seus cabelos rosas e lentes de contato vermelhas, disse que tem mais de 50 fantasias, mas que teve que aprender a costurar para bancar seu vício. Já em Fortaleza, alguns cosplayers aprenderam a falar japonês, de tanto que gostam da brincadeira. Uma delas disse que o último evento que teve do tipo na cidade contou com mais de 40 mil pessoas, é como se fosse uma feira, em que alguns vão fantasiados de seus personagens. A menina abriu seu armário e nos mostrou as fantasias feitas por ela e pela avó. A única reconhecível por mim foi a de Uni, o unicórnio do desenho de infância "A Caverna do Dragão". Você deve estar se perguntando por que eu escrevi "jovens" até agora ao invés de crianças? Porque são jovens mesmo, 15, 16, 17, 18, 19, 20 anos. E se você está esperando alguma reflexão sobre o assunto, desta vez, as palavras me faltam. Deixo para vocês tirarem suas próprias conclusões.


Um comentário:

Thales disse...

É... também me faltam palavras.
É como eu passar na rua de baixo da minha casa e ver um negão com 40 anos empinando pipa. Pior: correndo atrás de uns "mandados", e disputando o prêmio com crianças de 10 anos.