quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A melancolia do adeus

Nós sempre escutamos que as mudanças vêm para o bem e que trazem uma renovação para a alma. Concordo plenamente, acho que as mudanças têm essa característica positiva por si só, porém a mudança é incômoda, desconfortável. É quando saimos da nossa zona de conforto para algo novo e o novo assusta. As mudanças podem ser consequencias de escolhas que fazemos. Escolhas nada simples. Por que precisamos escolher afinal?



A escolha dói e muitas vezes não era bem esse rumo que gostaríamos de tomar. Outro dia, li uma frase muito boa de um escritor francês, Anatole France, que diz o seguinte: "Todas as mudanças, mesmo as mais esperadas, trazem melancolia, pois deixamos para trás uma parte de nós". Não tenho uma super experiência de vida para dizer que essa frase se encaixou muitas vezes na minha vida, mas há ocasiões em que ela é a ideal para o momento, como quando nos formamos ou quando saimos do colégio. Fica mesmo uma parte de nós, assim como ficam os momentos inesquecíveis.



E hoje, o que eu sinto é a melancolia de uma parte de mim deixada para trás. Uma escolha difícil, porém inevitável (às vezes, temos que levar a dignidade em conta). Uma mudança de uma fase que durou 8 anos, de um lugar que eu poderia chamar de casa, com pessoas que fizeram parte da minha vida e de algumas que ainda fazem. Uma escolha que nunca passou pela minha vida tomar, mas que precisou já que o equilíbrio foi quebrado. Uma mudança que dói no coração, mas que, com certeza, trará amadurecimento e deixará intactas lembranças de momentos bem vividos. Adeus, Casa da Dança.

Um comentário: