sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Malucos

É, definitivamente, só tem malucos no mundo. Tem aqueles que são por opção, tem que aqueles que viraram por conta das circunstâncias e aqueles que já nasceram assim. Acabei de ler sobre um maluco por opção. É o tal do peladão da Bienal. Lá está ele, todos esses dias fazendo sua performance, completamente nu. Nu mesmo, de verdade.
Além de estar nu, que já é uma maluquice, ele não tem comida, nem roupas e deve dormir no Pavilhão da Bienal e tomar banho por lá mesmo enquanto durar a exposição. Conhecidos e funcionários do local não podem dar comida nem roupas, as doações só podem vir dos desconhecidos que passam por lá. Sua primeira doação foi uma garrafa de água, depois uma caixinha de Tic Tac, uma camiseta e por fim um maluco de nascença levou uma torta de palmito, mais uma camiseta e um amigo imaginário, feito de papel. Segundo o doador, o boneco representa um coletivo artístico do qual o jovem faz parte.
Enfim, cada louco com a sua mania. Uma das loucas que ficou assim pela situação, mora na minha rua. Na verdade, ela mora pelo bairro. É uma moradora de rua que carrega quantas sacolas ela pode suportar, ela tem a perna enfaixada e anda com quilos de sacolas por aí. O que tem dentro delas, nunca ninguém vai saber. Disseram que ela tem família, que já vieram procurá-la para levá-la pra casa, mas que ela não quer saber e que se você dá dinheiro para ela, ela rasga inteirinho. Dessa eu até tenho uma certa pena, vai saber porque ela enlouqueceu.
Se quiser saber um pouco mais sobre as loucuras do peladão, acesse: http://diversao.uol.com.br/arte/bienal/ultnot/2008/11/04/ult6000u11.jhtm

Um comentário:

Thales disse...

Pinto mucho!