terça-feira, 11 de novembro de 2008

Eu acredito

Hoje eu vi Papai Noel. Lá estava ele, barrigudo, barba branca, cabelo branquinhos, olhos miúdos e azuis, sentado no assento reservado aos idosos no metrô. Estava disfarçado, claro, ainda nem chegamos em dezembro, seus olhos cansados demonstravam o cansaço vivido nesses dias, em suas unhas sujas podia-se ver que trabalhou pesado para carregar o presente da população mundial.
Lembro-me de quando descobri que o bom velhinho era apenas uma lenda de criancinhas. Eu tinha 5 anos e já ouvia histórias da desconfiança, mas nunca tive evidências de que ele não existia mesmo. Na época minha mãe tinha uma Ipanema, acho, era um daqueles carros com o "chiqueirinho" atrás, aonde as crianças adoravam andar. E a tampa do porta-malas era de correr. O Natal já estava próximo e estávamos no carro, eu no banco de trás, quando tive a brilhante idéia de brincar lá trás. Abri a tampa e qual foi a minha surpresa?? Lá estava a boneca que eu tinha pedido pro Papai Noel. Não chorei, não fiz escândalo, não lamentei, só confirmei a desconfiança.
Hoje, eu gostaria de ter acreditado por mais tempo. Gostaria de ter escrito mais cartinhas e colocada na sacado do meu apartamento. Sempre tive a certeza de que ele ia pegá-las. Atualmente, as crianças são mais espertas, mais difíceis de serem enganadas, como fazê-las acreditar em Papai Noel? Simples, acreditando também. Talvez ele não tenha aquela barba branca, nem um cinto reluzente em cima da barriga coberta de roupa vermelha, talvez ele não tenha renas e nem as faça voar. Mas, com certeza, é ele quem espalha a bondade pelos corações das pessoas nesta época e é ele quem tenta fazer melhor o Natal de quem não pode comprar nem um pedaço de pão para a ceia. Por isso, eu acredito em Papai Noel.

Um comentário:

Thales disse...

Eu também acredito!