segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cala-te


Mar de ondas bravas gela a pele quente pelo sol
A areia queima embaixo dos pés cansados da caminhada
O vento vira guarda-sóis e grãos batem no corpo
Nuvens dão trégua para o sol acima da cabeça já perturbada

Rajadas levam a paz não prolongada
E cliques não querem registrar a lembrança do momento
A cabeça gira com os sons ao redor
Das frases atiradas ao vento

Perder a chance de se calar
Expondo a quase verdade
Arrepender-se quase instantâneamente
Do acontecimento que se perde na eternidade

O que resta é o silêncio
Tão presente na insuportável consciência
E o desejo de que um dia o vento apagará
A loucura do ser sem clemência





2 comentários:

Thales disse...

Chupa!

Vibrei lendo, hahaha... Sou ruim, né?

Ale disse...

"cala-te" é português de Portugal!