quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Livros ambulantes

O caminho do metrô ao trabalho é sempre o mesmo, de 7 a 10 minutos alcanço meu destino. Está lá, a tiazinha que vende capinhas para celulares, a senhora do café-da-manhã, a banca de jornal, a sede da Prefeitura para Assistência Social e os milhares de ônibus na avenida. Sempre fico reparando seus destinos, vai que algum dia eu precise me deslocar, já sei para onde posso ir por meio do transporte público. Hoje, passou por mim um ônibus diferente.


Amarelinho, formato diferente dos convencionais, parecia aqueles de filmes norte-americanos. Lá no alto podia-se ler em letrinhas vermelhas: Ônibus-Biblioteca. Pensei comigo mesma que era uma idéia super bacana, nunca tinha ouvido falar antes. Dentro do ônibus, estantes cheias de livros cobriam as janelas. Pesquisei e encontrei: "O ônibus-biblioteca é uma unidade móvel de difusão cultural implantada inicialmente por Mário de Andrade, escritor e primeiro secretário de Cultura da cidade de São Paulo. Em funcionamento desde 1936, com interrupções em função de acontecimentos pontuais, o projeto ainda é mantido pela Secretaria Municipal de Cultura para prestação de serviços à extrema periferia da cidade, onde ainda não existem serviços de bibliotecas públicas, atingindo crianças, jovens, adultos e idosos residentes nessas áreas. Somente em 2006, foram realizados 92.697 empréstimos nos 242 dias de funcionamento".


O ônibus atende entre 3 e 6 mil pessoas por mês e seu roteiro abrange os bairros de Grajaú, Capela do Socorro, Jardim Iguatemi, Rio Pequeno, São Mateus e Cidade Tiradentes. Em dias em que as pessoas não lêem mais ou se deixam absorver pela televisão, o projeto têm a esperança de levar um pouco de cultura para quem não consegue adquiri-la pelas próprias mãos.

Um comentário:

Thales disse...

Já pensou se o PCC cisma em queimar esse ônibus? Puta prejú!