sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Senhoras Bailarinas


O que vem a sua cabeça quando alguém diz bailarina? Uma sapatilha, um collant rosa, um tutu lindo no corpo de uma mulher magérrima, alta, com pernas e músculos definidos e um coque bem no alto da cabeça. Esse é o estereótipo da bailarina. Mesmo fazendo ballet e não ser assim, seria esse o meu primeiro pensamento.

E o que você diria se visse essa foto ao lado? Que são vovozinhas prontas pra um baile à fantasia? Que estão na festa da escola de ballet das netinhas? Ou que elas vão fazer uma caridade e posar para o calendário da Liga das Senhoras da Terceira Idade? Nenhuma das alternativas. Elas são as “Majorettes de Horni Lhota”, um grupo de senhoras-bailarinas entre 57 e 72 anos, originário da República Tcheca. Todas vivem no mesmo povoado, localizado ao leste do país, quase fronteira com a Polônia e fazem apresentações abertas ao público.


Foi com o cancan que elas conquistaram seus fãs. A dança francesa é reproduzida pelas senhoras em espetáculos pagos (8 euros cada ingresso) e em festas populares pela República Tcheca e pela Polônia, além de serem alvo de artigos e reportagens na TV. As apresentações, por sua vez, precisam ser divididas em três longas pausas para que as bailarinas recuperem o fôlego.

O bom humor das integrantes contrasta com a população local que viveu durante a época do comunismo e da ocupação nazista. Elas também se apresentam em casas de repouso porque consideram importante levar a alegria à vida. Para Jarmila de 64 anos, a atividade é cansativa, mas ela não largaria a dança por nada desse mundo.



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