segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Noção infantil

Quando somos crianças parece que nossa noção das coisas ainda não foi completamente desenvolvida. Eu costumava andar de patins na sala da casa da minha e achava o quintal dela o maior do mundo. Hoje, com apenas alguns passos, dou a volta em tudo. Até que para isso temos uma explicação razoável, eu era pequena e o lugar grande demais para mim. Mas, o que explica eu achar que o veterinário da minha cachorrinha era no lugar mais longe do mundo? Sendo que ele é a uns 15 minutos da minha casa? Não faz o menor sentido. A distância não mudou e o tempo que eu levo é o mesmo? Será que eu achava longe porque ficava angustiada com a Natalie chorando o caminho todo?
A mais engraçada me veio acho que na adolescência. Durante toda minha infância, minha tia foi casada com um cara, até os meus 8 anos, mais ou menos. Depois, se divorciaram e ele, infelizmente, teve câncer e morreu um bom tempo depois. Eu devia ter uns 15 anos nessa época e comentaram sobre ele, entre palavras e outras ouvi um "japonês". Japonês? Mas porque estão falando de japonês? Ele nem era descendente nem nada... O pior: ele era sim. Era e eu não fazia a menor idéia. Ele era japonês e eu nunca tinha me tocado!!
Ainda poderia ter explicação se eu nunca tivesse visto alguém de olhos puxados e não tivesse noção disso, mas minha tinha vizinhos japoneses quando eu era pequena. Inclusive, um dia, minha mãe cortou a mão no vidro da porta (teve que quebrá-lo porque eu fiquei trancada sozinha do lado de dentro da casa) e eu fiquei na casa deles enquanto ela foi ao pronto-socorro. E eu sabia que eles eram japoneses. É, realmente, não temos noção do que se passa na cabeça das crianças, já que nem da nossa infância conseguimos desvendar alguns mistérios.

Um comentário:

Thales disse...

Nossa... quantos detalhes da sua vida particular. Menos, Amor... Menos.
Beijos