quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Irracionalidade

Na contramão da natureza, em que os animais agem por instinto, os homens acabam agindo com a razão, baseada em emoções, claro. Ações que parecem ser mais influenciadas pelo meio em que vivemos do que impulsionadas por motivos ou consequências. Agir por instinto deve ser algo tão simples que resolveria os nossos problemas. Aliás, simples não é uma palavra que pode estar associada à sociedade. A maioria das regras da nossa sociedade foi baseada em morais nada práticas para o nosso dia-a-dia. Morais que nos colocam em becos aonde o fim do túnel está anos-luz a nossa frente. Quem criou essas regras? Ou melhor, quem pode mudá-las? Não segui-las é sinônimo de ser marginalizado? Talvez, hoje, a sociedade nos impõe limites que não nos permite agir com nossos instintos ou saciar nossas pulsões, assim como Freud concluiu há tempos atrás.


Dentro desses limites nossa percepção nos escapa e agir por impulso virou raridade. O que é esse tal de feeling mesmo? O que nos faz fazer contas matemáticas para saber qual atitude devemos tomar ou qual a probabilidade de um caminho ser o certo ou não? O medo de errar? Não seria mais correto, mais humano, seguirmos nossos instintos ao invés de uma fórmula pronta?
Realmente, os cientistas têm razão, o Homo Sapiens é a espécie mais racional que existe. Beirando o artificial de tanta racionalidade.

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