terça-feira, 16 de setembro de 2008

Acaso

Aproveitei minha hora de almoço para comprar algumas utilidades na 25 de Março. Até o metrô dá uns 10 minutinhos andando e pelo caminho a gente pode esbarrar com pessoas e situações engraçadas. Passei pela primeira esquina e encontrei uma mulher, nova, deveria ter uns 30 anos, com meia calças pretas e grossas, sapato preto fechado, casaco de frio e a curiosidade, um lenço colorindo cobrindo os cabelos como se fosse um turbante. Se eu estivesse em qualquer outro bairro, poderia dizer que era uma crente, mas sua pele branquinha e as sardinhas não negavam sua origem judaica. Afinal, estava em um bairro fundado por imigrantes judeus.
Andando mais um pouquinho pra frente, na próxima esquina, uma outra. Parecidíssima, só mudava a cor do lenço e os tons da roupa. Até pensei, brincando, que poderiam ser irmãs. Entrei no metrô e logo me esqueci de ambas depois que percebi quanto tempo as pessoas perdem usando a escada rolante. Chegando lá, a multidão me levou ao meu destino, uma loja de tecidos.
Depois de feitas as compras, fui a uma loja de armarinhos, assim que entrei e olhei para o lado, as duas judias de antes estavam lá! Subindo as escadas, apressadas, procurando suas compras. Incrível como o mundo pode ser ao mesmo tempo tão grande e tão pequeno. Como as pessoas estranhas ou conhecidas acabam cruzando as nossas vidas nos lugares menos esperados? Será mera coincidência? Ou o mundo não é feito de acasos?

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